O Decreto-lei n.º 26/89 de 21 de Janeiro criou as Escolas Profissionais no âmbito do ensino não superior. Estipulava este diploma que as escolas fossem criadas segundo um regime de contrato-programa com o Estado e mediante a celebração de protocolos que assegurassem a colaboração entre as diversas entidades promotoras.

Posteriormente o decreto-lei n.º 70/93 de 10 de Março, vem referir a necessidade de se introduzirem algumas alterações ao regime de criação e funcionamento das Escolas Profissionais, mantendo-se a flexibilidade de organização curricular que as têm caracterizado.

Em 8 de Janeiro de 1998, surge o decreto-lei n.º 4/98. Referindo-se ao decreto-lei n.º 70/93 afirma que a experiência da sua aplicação revelou algumas fragilidades e ambiguidades relativas ao processo de criação das escolas, à natureza jurídica dos promotores e sua relação com os demais órgãos da escola, bem como ao modelo de financiamento. Cria um novo regime jurídico que reafirma a natureza jurídica das Escolas Profissionais como estabelecimentos privados de ensino, geridos com ampla autonomia, apoiados por fundos públicos e auto-sustentados. O regime de criação, por contrato programa entre os promotores e o Ministério da Educação, é substituído por um regime de liberdade de criação sujeito a autorização prévia de funcionamento de acordo com os critérios agora estabelecidos. A figura de entidade promotora dá origem à figura de entidade proprietária, clarificando a relação entre estas entidades e as escolas em termos jurídicos.

Com o início do terceiro quadro comunitário surge o decreto regulamentar n.º 12-A/2000 que introduz novas alterações nas regras de relacionamento entre a Comissão Europeia e os Estados Membros.

Neste contexto, emanando da concertação de vontades protocoladas em 26 de Fevereiro de 1990 e ratificadas em 14 de Agosto de 1990, entre a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Velho e Associação Infantário e Jardim de Infância de Montemor-o-Velho, hoje Associação Fernão Mendes Pinto, a EPM resultou  de um contrato-programa celebrado entre o GETAP - Gabinete de Educação Técnica Artística e Profissional (Ministério da Educação) e as referidas Entidades Promotoras, cujo “processo de negociação” decorreu entre Março e Junho desse mesmo ano, sendo outorgado a 23 de Agosto de 1990.

O ano letivo de 1990/91 foi, formalmente, a data da fundação e arranque da Escola Profissional de Montemor-o-Velho, que, como estabelecimento de ensino de natureza privada, prossegue fins de utilidade pública, gozando de autonomia cultural, tecnológica, pedagógica e está sujeita à tutela pedagógica do Ministério da Educação.

A 2 de Outubro é decidida a abertura da Escola no dia 12 de Novembro, para o primeiro ano letivo (1990/91), havendo 94 inscrições para os três cursos da altura: Técnico de Animação Sociocultural (diurno) e Técnico de Informática e Gestão (diurno e noturno). A 22 de Outubro decide-se a contratação de pessoal docente e não docente (14 professores/formadores e 4 funcionários).

A sessão solene de abertura da Escola ocorreu no dia 29 de Novembro.

Em 1999, a Escola Profissional muda-se para as instalações que, desde início, lhe foram destinadas, com a cedência do Edifício do antigo Colégio Externato Fernão Mendes Pinto à Câmara Municipal de Montemor-o-Velho. Este propósito tinha sido negociado com o Ministério da Educação já em 1990, aquando do início das obras da Escola Preparatória. Quando esta entrou em funcionamento, o edifício foi entregue à Câmara Municipal.

A partir do ano letivo 1999/2000, a EPM está integrada na Associação Diogo de Azambuja (ADA), a par da Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte (EPAAD). O Decreto-Lei 4/98 de 8 de Janeiro de 1998, ao consagrar a figura de proprietário em substituição da de promotor, “obrigou” a criação da ADA formalmente constituída em 7 de Setembro de 1999, por escritura notarial no Cartório Notarial de Montemor-o-Velho, tendo como sócios fundadores os promotores da EPM, assim como os da EPAAD. Em 2010/2011, volvidos 20 anos da abertura da EPM, permanecem nesta escola cinco primitivos funcionários: Jorge Valente, Isabel Capinha, Lurdes Fernandes, Ana Cristina Ferreira e Luis Amaral.

Assumindo-se como uma “Casa onde se aprende e onde se faz Escola”, a EPM é um lugar de encontro e de promoção do desenvolvimento pessoal e social da pessoa, dando relevo aos conhecimentos mas também, com igual importância, ao domínio das capacidades, atitudes e valores. Na EPM há respostas para os Jovens que procuram um percurso escolar de dupla certificação e que valorizam uma formação de carácter mais profissionalizante e por isso potenciadora de uma fácil integração na vida ativa.

Como em qualquer Instituição, há factos e datas que marcam o seu “caminhar”, na perspetiva de melhor atingir os seus objetivos. Também a Escola Profissional de Montemor-o-Velho, sempre com o esforço coletivo de promotores, dirigentes, professores, pessoal administrativo e auxiliar, alunos e comunidade educativa, teve as suas apostas e projetos, nos momentos oportunos para se afirmar e confirmar como uma “Escola de saber-fazer”, um dos motores de desenvolvimento do concelho e da região.

Ao longo dos tempos, o seu Projeto Educativo foi ajustando a oferta de qualificação profissional às diferentes necessidades do mundo laboral, constituindo-se, deste modo, como um agente e um parceiro activo no desenvolvimento da comunidade local e regional, respondendo aos desafios da qualificação dos recursos humanos, da modernização e da competitividade do tecido socioeconómico e empresarial como factores de progresso, coesão social e bem-estar, como era e é seu propósito.

Além desta vertente, a EPM acolhe também o Departamento de Formação Contínua, assegurando formação modular aos Ativos que procuram ações de curta duração de requalificação ou aperfeiçoamento, em áreas diversificadas, encontrando aqui respostas formativas adequadas às suas necessidades.

Desde a sua génese, a Escola Profissional de Montemor-o-Velho desenvolveu-se e consolidou-se como Instituição de Ensino vocacionada para a oferta de cursos profissionais de nível III (actualmente designados por nível IV), cursos de dupla certificação que depois de concluídos conferem um diploma profissional e dão equivalência ao 12.º ano de escolaridade, permitindo o ingresso no mercado de trabalho e/ou o prosseguimento de estudos.

Relativamente à conceção de Ensino que está subjacente à elaboração dos vários planos curriculares e à lecionação das várias disciplinas, a EPM teve e tem como objetivo fundamental a adoção de uma filosofia de ensino que privilegie ideias como formar para o futuro, aprender a aprender, a desaprender e a voltar a aprender, pondo a tónica nas competências, atitudes e capacidades e não apenas na mera habilidade para executar tarefas técnicas.

A formação realiza-se essencialmente em contextos teórico-prático - componente sociocultural, científica, técnica e tecnológica - e prático, em contexto real de trabalho, através de práticas simuladas, de trabalhos de projeto, em estágios curriculares e através da realização de uma Prova de Aptidão Profissional, normalmente projetada para o último ano de atividades.

Com um Corpo Docente estabilizado, constituído por Professores/Formadores habilitados, a EPM garante uma formação qualificada e qualificante, fortemente contextualizada com o mundo do trabalho e permite a obtenção de um bom nível de competências transversais ao nível das atitudes cívicas e dos valores socioprofissionais.