A Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte (EPAAD) e a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro (DRAPC) realizaram, em parceria, no dia 2 de Outubro, o Dia de Campo, atividade que contou com a presença de cerca de uma centena de participantes.

O Dia de Campo da EPAAD prendeu-se com a divulgação de novas variedades de milho do ciclo FAO 500 – sua adaptabilidade à região do Vale do Mondego (10 variedades em estudo) e novas variedades de milho dos ciclos FAO: 200, 300, 400, 500 e 600 – sua adaptabilidade à região do Vale do Mondego (54 variedades em estudo), além da apresentação de Novas Tecnologias na Cultura do Milho, cujas explicações foram dirigidas a Agricultores, Técnicos, Alunos, Empresas da fileira, Serviços oficiais, Instituições, Ensino Agrícola e Comunicação social.

A ação começou pela manhã no Campo Experimental do Bico da Barca (DRAPC), com a receção aos participantes, que foram saudados pelo representante da Diretora Regional de Agricultura e Pescas do Centro, José Santos, e pelo diretor pedagógico da EPAAD, Joaquim Carraco. Neste Campo Experimental da DRAPC os representantes das empresas explicaram “as virtudes” das variedades de milho, Ciclo FAO 500, (estudadas dez variedades), onde se pretendeu avaliar a capacidade produtiva de cada variedade, bem como avaliar a produtividade neste ciclo vegetativo e o teor de humidade à colheita, cujos técnicos responsáveis do ensaio foram Serafim Andrade-DRAPC e Mário Pardal-EPAAD.

Já no Campo Experimental das Areias, da Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte, realizou-se uma visita guiada à Rede de Ensaios 2012, onde foi visitado o Campo de Ensaio de Variedades de Milho, com 31 variedades, dos ciclos FAO 400, 500 e 600, bem como o Campo de Ensaio do IDRHA, com 24 variedades, dos ciclos FAO 200 e 300. Aqui, os objetivos destes Ensaios centraram-se, segundo Mário Pardal, técnico responsável dos ensaios, “na avaliação da capacidade produtiva de cada variedade e a sua adaptabilidade na região do Baixo Mondego, bem como avaliar os seus ciclos produtivos e os seus teores de humidade á colheita”.


EPAAD e DRAPC ficaram muito honradas com a grande e interessada participação dos intervenientes e esperam “continuar a desenvolver ações do género capazes de prestar um serviço positivo aos agricultores da região e á fileira do Milho”.

No final, os participantes nesta “jornada técnica de campo” foram recebidos na sede da EPAAD, onde decorreu um almoço de confraternização que culminou com uma simples, mas significativa, cerimónia comemorativa dos 20 anos da EPAAD. Usando da palavra, o diretor pedagógico da EPAAD, Joaquim José Carraco, enalteceu “o ato solene”, uma vez que “é um momento de mudança positivo para a EPAAD”. Agradecendo a todos “a participação no Dia de Campo e na celebração do 20.º aniversário da EPAAD”, convidou os presentes a entoarem o cântico de parabéns e a degustar o bolo de aniversário”.


Manuel Carraco, elemento da Assembleia geral da ADA, aproveitou a oportunidade para relembrar “o nascimento” da EPAAD, há 20 anos, e regozijando-se com o feito (era presidente da Câmara na época) sublinhou que sempre “vivemos da agricultura, dos produtos que a terra produz” e, por isso, “a EPAAD tem futuro”. Abel Girão, vereador da Câmara Municipal também enalteceu “o valioso trabalho da EPPAD na formação profissional dos jovens”. Entretanto, o momento foi aproveitado para a entrega de diversos diplomas de fim de ciclo escolar e de formação, sendo que o Diploma de Mérito do Ministério da Educação foi entregue à aluna Manuela Melícias.

Encerrando este “dia festivo”, foi descerrada uma placa comemorativa por Abel Girão e Manuel Carraco, com o seguinte poema de Afonso Duarte, patrono da EPAAD:

MÁXIMA DA EPAAD PELOS 20 ANOS DE VIDA

Há tanta humanidade
No que melhora uma flor,
Como no que repara
As dinâmicas linhas de um motor.
Afonso Duarte

02 de Outubro de 2012