A Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte (EPAAD) iniciou a dinamização das aulas teórico-práticas, destinadas a cerca de seis dezenas de hortelões usufrutuários das “Hortas biológicas urbanas e comunitárias” da Figueira da Foz.

A decorrer nas instalações da Associação FigueiraViva, bem como no espaço agrícola onde estão implantadas as hortas, o curso de formação resulta de um protocolo assinado entre a Câmara da Figueira da Foz e a EPAAD, no âmbito do projeto denominado “Verdes campos - Hortas biológicas urbanas e comunitárias”.

Pretendendo dotar os formandos de conhecimentos teóricos e práticos sobre as hortas urbanas e sensibilizar para o seu contributo no desenvolvimento sustentável, a formação abrange uma diversidade de temas sobre agricultura biológica: história, conceitos, contexto português. O programa integra ainda formação nos seguintes módulos: “O Nosso Quintal” (solo, água, clima, culturas antecedentes); “A Compostagem” (conceitos e experimentação, vermicompostagem); “Preparação do Solo” (mobilizações, alfaias, siderações, aditivos orgânicos); “Sementeiras e Plantações” (épocas e culturas); “Regas e Manutenção das Plantações” (a luta biológica, macerações e adubações verdes); “Colheita e Armazenamento” (colheita para conservação, colheita para consumo, armazenamento de sementes). Os agricultores foram distribuídos por três grupos e as aulas teórico-práticas, ministradas por Mário Pardal, diretor técnico da EPAAD, decorrem aos sábados, terças e quintas-feiras.

Entretanto, nas hortas, implantadas num terreno camarário com 5070 metros quadrados, na zona das Várzeas, que integra um espaço de lazer e de convívio, já foram iniciadas, entre outras, culturas de batata, alface, alho francês, couves, feijão, flores e árvores de fruto.

Recorde-se que na cerimónia de assinatura do protocolo, que decorreu na EPAAD, em Montemor-o-Velho, no dia 13 de junho, o diretor pedagógico da EPAAD, mostrando entusiasmo com esta parceria, frisou ser “um orgulho participar numa iniciativa que é a primeira experiência ao nível de hortas comunitárias”. Joaquim Carraco, sublinhando o objetivo do protocolo que “se coaduna com os objetivos da EPAAD na formação agrária” referiu que “a escola achou, desde logo, que era um projeto interessante”. “Estamos disponíveis para alargar as colaborações à medida que os trabalhos forem avançando”, adiantou.

Na ocasião, António Tavares, vereador da Câmara da Figueira da Foz, evidenciando também satisfação com a parceria, agradeceu “a disponibilidade da escola para prestar uma cooperação técnica ao projeto”, de que a autarquia figueirense é a primeira interessada. Admitindo tratar-se do “primeiro passo para troca de experiências e conhecimentos entre a escola e a câmara” e as restantes entidades parceiras, o vereador adiantou estar convicto que “esta colaboração vai ser importante para os hortelões”.