As I Jornadas Práticas de Turismo Vivencial, promovidas pela Associação Diogo de Azambuja (ADA), através da sua Escola Profissional Agrícola (EPAAD), realizam-se dia 15 de junho, na Biblioteca Municipal, a partir das 10h00, com apresentação do projeto “Feel our land”.

A iniciativa, integrada no projeto “EPAAD em movimento”, é uma das várias atividades lúdico-pedagógicas e formativas que a Escola Profissional está a desenvolver durante o mês de junho, abertas à comunidade educativa, parceiros da instituição e agentes do tecido empresarial.

Na sessão de abertura, Pedro Machado, presidente do Turismo do Centro e presidente da Associação Diogo de Azambuja (ADA), apresentará a razão de tão proeminente colóquio, que visa, sobretudo, incentivar o investimento no “turismo vivencial”, como novo segmento deste setor económico.

A primeira comunicação destas jornadas, pelas 10h30, sobre o tema “Castelos e muralhas do Mondego” estará a cargo de Ivânia Monteiro, seguindo-se uma explicação sobre “Turismo Científico”, por Pedro Bingre. “Turismo gastronómico” é a temática a apresentar por Mário Silva Esteves, enquanto, encerrando a conferência, Sílvia Ribau falará sobre “Turismo do Centro”. Depois de um intervalo, que servirá para uma “Degustação da Casa do Sal - Figueira da Foz”, será apresentado o projeto “Feel our land”.

As diferentes intervenções pretendem identificar uma panorâmica de “potencialidades nativas” da área do Baixo Mondego, entre a Bairrada e Sicó (na região da NUT III), adequadas a criar e diversificar distintos “cardápios turísticos”, com base no denominado “turismo vivencial”, segmento económico criativo e inovador no setor do turismo.

O turismo vivencial brinda o turista com a oportunidade de se envolver na vida social das comunidades, estabelecendo uma relação estreita com os agricultores, as suas famílias, partilhando os seus trabalhos agrícolas e as suas vivências que transmitem a sua forma de vida, os seus costumes, o seu saber e tradições, tais como: vindimar, trabalhar a terra, tratar do gado, preparar o pão, semear produtos e outros costumes autóctones conservados ao longo dos tempos. Acautelando a diferença cultural, de visitados e visitantes, importa criar estilos de “bem receber” para ser “acolhedor” e usufruir da confiança e gratidão de quem visita. Um dos objetivos é formar uma cadeia de serviços que surpreendam o turista, que extrapole as suas expectativas e ofereça algo que não seja comum.

E, por esta região, o leque de oportunidades é vasto, propício a uma nova maneira de fazer turismo. Porém, não basta atrair o turista, é preciso expor a cultura e oferecer atividades que o façam sentir verdadeiramente os costumes locais. História, geografia natural e humana, gastronomia, artesanato, tradições culturais, diferentes trabalhos agrícolas, zonas de lazer são fatores que, resgatados, cativam o quotidiano de uma classe de pessoas que procura o “turismo vivencial”.

No âmbito da iniciativa “EPAAD em movimento”, os alunos participaram nas atividades comemorativas do Dia Mundial da Criança, nos encontros desportivos das Escolas Profissionais Agrícolas, realizadas em Fermil de Basto, de 7 a 9, tendo alcançado o segundo lugar das provas; no dia 13, realizou-se a “festa brava”, na ganadaria de Isidro Silva, em Meãs do Campo, uma atividade integrada nos conteúdos dos cursos de Produção Agrária, Turismo Rural e Ambiental e Operador Agrícola.

No dia 14, no laboratório da EPAAD, alunos e comunidade terão oportunidade de participar numa ação de sensibilização sobre “O vinho e a saúde”, atividade dinamizada pela Federação Nacional de Adegas Cooperativas. No final de Junho, está a ser preparada uma Peregrinação a Fátima, no âmbito do Turismo Religioso, com a colaboração da Paróquia de Montemor-o-Velho.