Em pleno campo do Mondego, o processo atual da sementeira do arroz foi explicado às crianças do JI do Agrupamento de Escolas da Carapinheira, sendo registado em suporte multimédia pelos alunos da EPM.

“O rio e vida” é o título de um projeto que envolve os jardins-de-infância do Agrupamento de Escolas José dos Santos Bessa de Carapinheira, concorrente ao Prémio Fundação Ilídio Pinho, integrado na X edição do programa “Ciência na Escola”. Tendo como pretexto “o facto da população da área de abrangência dos jardins-de-infância viver de costas voltadas para o rio”, embora inserida nos “campos do Mondego”, o projeto, coordenado pela educadora Ofélia Libório, decorre da identificação de um problema em que se “considerou importante, necessário e possível intervir pela via educativa” e, dessa forma, “contribuir para a sua resolução”.

“Aprofundar o conhecimento das crianças sobre o rio, nomeadamente a compreensão da importância da água na vida de diferentes seres vivos, tanto dos que habitam o rio, como os que dele de alguma forma dependem; e aprender a viver com o rio, usufruindo de forma sustentada das suas potencialidades” foram, de acordo com Ofélia Libório, as duas grandes finalidades que alicerçaram a candidatura e realização do projeto.

São parceiros no projeto, apoiando a realização das diferentes atividades previstas, para além dos diferentes departamentos curriculares e estruturas do agrupamento de escolas, a LACAM (Liga dos Amigos dos Campos do Mondego), o Clube Náutico Infante de Montemor, a Escola Profissional de Montemor-o-Velho (EPM), o Centro Social e Paroquial de Meãs do Campo, a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho e experts locais. A nível científico o projeto conta com o apoio da Universidade de Coimbra (Faculdade de Letras, nomeadamente o Departamento de Geografia e o Museu da Ciência).

No dia 17 de Abril, as atividades curriculares envolveram as crianças do JI da Carapinheira e JI do centro Paroquial de Meãs e desenvolveram-se centradas nas culturas típicas do Baixo Mondego, nomeadamente o arroz. As crianças dos jardins-de-infância deslocaram-se aos campos do Mondego, onde observaram a sementeira de um campo de arroz, tendo oportunidade de questionar o agricultor que “semeou” o arroz e receberam informações pertinentes dadas por técnicos agrícolas ligados à LACAM. Numa manhã animada, passada ao ar livre, entre campos alagados e tratores de onde “chovia arroz”, “a atividade correspondeu aos objetivos preconizados, com as crianças a tomarem conhecimento dos primeiros passos da cultura do arroz”, disse Ofélia Libório.

Esta atividade, numa parceria com a EPM, foi registada em fotografia e vídeo por alunos do Curso de Multimédia desta escola, para memória futura.