Mais de meia centena de alunos/formandos da Escola Profissional (EPM) obteve qualificação profissional após três anos de formação que culminou com a defesa pública da respectiva Prova de Aptidão Profissional (PAP).

No Auditório da EPM, perante um júri que integrou elementos externos à escola, os alunos/formandos apresentaram e defenderam a respectiva PAP, formalidade que encerra o ciclo formativo do “saber - fazer”. Em causa esteve uma “demonstração pública dos conhecimentos e competências adquiridos ao longo da formação durante os tês anos do respectivo curso, com incidência especial sobre o Estágio em Contexto de Trabalho realizado em diferentes instituições e empresas, bem como o projecto de final de curso”.

Defenderam as respectivas PAP’s alunos dos Cursos Técnico de Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente, Técnico de Informática de Gestão, Técnico de Animação Sociocultural e Técnico de Construção Civil. Para estes alunos finalistas, a apresentação das PAP’s e a sua defesa oral constituíram “um importante elemento na avaliação final do seu percurso escolar”, porque, além de obterem a equivalência ao 12.º ano de escolaridade, que lhes dá acesso à continuação dos estudos superiores, “adquirem a via verde para o mercado de trabalho”.

Escola virada para o futuro

“A Escola Profissional de Montemor é um modelo educacional em constante evolução e actualização”, afirmou o director pedagógico da EPM, Mário Jorge Silva, referindo-se aos “bons resultados neste ano lectivo”, pois só assim “podemos ser competitivos e proporcionar uma formação de qualidade aos futuros profissionais”.

Mário Jorge adianta que a EPM é uma “escola sempre virada para o futuro”, dando resposta às reais carências de quadros médios para o empreendedorismo da região”, numa aposta de “formação de qualidade”. “Esta é a nossa aposta e, por isso, vamos continuar a desenvolver um modelo de ensino de atitude, inspirando responsabilidade e espírito de iniciativa aos nossos formandos,” sublinha o responsável, afirmando que “vamos continuar a apostar no desenvolvimento de um modelo de empreendedorismo na Escola, motivando os alunos para o “saber-fazer” e para a criação dos seus próprios postos de trabalho”. “O sucesso quantitativo e qualitativo dos cursos técnico - profissionais deve -se ao empenhamento dos professores, às condições pedagógicas oferecidas pela escola e também à componente prática” salienta o director pedagógico, acrescentando que “os estágios são fundamentais para a inserção dos jovens no mundo laboral”. Mário Jorge, neste aspecto, referiu “o elevado nível de comprometimento e de acompanhamento tanto por parte da escola como das empresas que têm um tutor que os assistem durante o período de estágio”.

Também os alunos do Curso Operador de Informática defenderam a respectiva Prova de Avaliação Final (PAF). Tratou-se de uma prova de desempenho profissional que consistiu na realização de uma Prova Teórica e uma Prova Prática. Além da obtenção do nível de escolaridade equivalente ao 9.º ano, estes jovens adquirem a qualificação de operador na respectiva área profissional.