Aguardando autorização da tutela para iniciar os Cursos de Especialização Tecnológica, a ADA melhora condições para a aprendizagem e qualificação dos seus alunos.

A Associação Diogo de Azambuja (ADA), com a Escola Profissional (EPM) e Escola Profissional Agrícola Afonso Duarte (EPAAD), é um projecto educativo e formativo que se afirmou no concelho de Montemor-o-Velho e região. Aliás, constitui-se numa parceira necessária ao tecido empresarial, na medida em que os seus cursos estão voltados para a oferta de trabalho que os investidores e empresários necessitam para os seus quadros.

É isso mesmo que Mário Jorge Silva, director pedagógico da EPM, deixa perceber, ao afirmar que “a ADA é uma aposta ganha, pois o grau de empregabilidade dos formandos é muito alto”. E sublinha: “não é só o diploma que torna os formandos mais competentes ou mais qualificados, mas serão seguramente os melhores quando está em causa o “saber-fazer”. “As Escolas Profissionais são peças importantes no desenvolvimento do Concelho”, realçou.

Para Joaquim José Carraco, director pedagógico da EPAAD, “o projecto educativo da ADA está a desenvolver-se dentro do espírito duma constante cooperação, numa perspectiva de formação globalizante, onde a vertente humanista predomina”, explicando que “o aluno não é o alvo, o destinatário, mas o sujeito em função do qual as Escolas existem, auxiliando-o a resolver problemas, aconselhando-o, contribuindo não apenas para a formação do profissional qualificado, mas também do cidadão consciente, do homem responsável”. “Todo o projecto aparece enfocado no aluno, estimulando-o a participar em decisões partilhadas que envolvem diversos aspectos da vida escolar e responsabilizando-o por isso”, salienta.

“Em termos pedagógicos, executámos a 100% os conteúdos programáticos”, disse Mário Jorge, adiantando que “até houve um reforço de horas leccionadas para a recuperação de módulos”. E acrescentou: “a ADA garantiu o estágio incluído no plano curricular de todos os seus cursos, porque o contacto com o mundo laboral, numa fase prévia à inserção definitiva na vida activa, é fundamental para que os alunos possam pôr em prática os seus conhecimentos e melhor se adaptem às regras das empresas”. Além disso, realça, “também foi positiva a aposta nos recursos pedagógicos e a motivação dos professores, delegando-lhes responsabilidades nas diferentes coordenações de cursos, factores que são peças importantes no percurso educativo e formativo dos jovens”.

Joaquim Carraco assevera que “além de uma formação de sucesso, cabe realçar que também a ADA é uma das maiores entidades empregadoras do concelho”.

O ano lectivo 2009/2010 encerrou com grande sucesso. Além dos 63 finalistas, dos cursos de Técnicos de Desenho da Construção Civil, Higiene e Segurança no Trabalho e Ambiente, Animação Sociocultural, Multimédia, Informática de Gestão, Turismo Ambiental e Rural e Análises Laboratoriais, que obtiveram a qualificação de nível III e o grau de escolaridade equivalente ao 12.º ano, também 24 alunos terminaram os cursos de nível II que conferem equivalência ao 9.º ano de escolaridade 9.º ano, muitos deles a pretenderem prosseguir a formação de nível III.

Também, ao longo do ano, o departamento de formação contínua levou a efeito um conjunto de acções modelares para adultos, bem como, ainda a decorrer, três cursos EFA de equivalência ao 12.º ano. De Setembro a Dezembro ainda irá realizar um conjunto significativo de acções modelares destinados a adultos.

Para atingir estes objectivos da instituição, a ADA reforçou as parcerias com os promotores, empresas e instituições que receberam alunos para a realização de estágios. “Foi estabelecida como prioridade fundamental do nosso projecto uma relação, cada vez mais intensa, com a comunidade, com as famílias, com as empresas, associações e autarquias”, sempre “numa perspectiva de proximidade, procurando fundamentalmente estar ao seu serviço, aproveitando a nossa vocação principal”, revela Mário Jorge.

O director da EPAAD lembrou que “o sucesso da instituição depende da sua capacidade de se assumir como uma organização motora do desenvolvimento pessoal, profissional, social e cívico dos alunos que a frequentam, da realização profissional de docentes e pessoal não docente envolvidos, mas também de participar do desenvolvimento local e regional com a oferta de cursos profissionais de qualidade”.

No fundo, a ADA, no que concerne às parcerias com autarquias, tecido empresarial e associativo, participou em diferentes eventos, nomeadamente no Carnaval, no Dia da Criança, Feira das Tasquinhas, Festas Concelhias, Peregrinações.

Miniautocarro para facilitar o transporte de alunos

A ADA está a preparar um novo ano lectivo com vitalidade e optimismo para dar aos seus alunos uma formação especializada, fornecendo-lhes ensinamentos teóricos, práticos e estágios. Para continuar este ciclo de dinamismo e dedicação, disponibiliza óptimas condições para a aprendizagem e formação dos alunos, salientando-se entre outros, a renovação do mobiliário, a aquisição de cacifos individuais (para alunos e funcionários), aquisição de quadros interactivos para todas as salas, disponibilização de material escolar e fotocópias. À semelhança de anos anteriores, vai proporcionar a participação em visitas de estudo, workshops, seminários, conferências e participação em projectos do Clube Ciência Viva”.

“Melhorar a eficiência e a eficácia de todos os recursos materiais e humanos da ADA também faz parte do sucesso do projecto”, diz Mário Jorge, realçando que “é preciso apostar na imagem e comunicação da ADA com o exterior, dando a conhecer e a potenciar a sua identidade”. Mas também “estamos apostados na melhoria das condições do refeitório e bar, na sensibilização dos alunos para uma alimentação saudável e prevenção de riscos”. “A ADA adquiriu uma viatura de 29 lugares que, no próximo ano lectivo, vai proporcionar o transporte de alunos interessados em frequentar as suas escolas e que residem em lugares que não são servidos por transportes públicos”, concluiu.

Mas não ficam por aqui os desígnios da ADA. “Aguardamos da tutela autorização para iniciar os Cursos de Especialização Tecnológica (CET), nível IV”, revela Joaquim Carraco. E adianta: “Já temos dezenas de inscrições para estes cursos que permitem o acesso, em contingente especial, aos cursos de ensino superior leccionados nos estabelecimentos parceiros do Ensino Politécnico de Coimbra”.

De acordo com este responsável, “pretendemos reactivar a participação em projectos internacionais de Cooperação e Mobilidade, a nível europeu, em matéria de Educação e Formação Profissional”. Sublinhou que “vamos apostar na sensibilização e formação a nível do empreendorismo”, facultando aos alunos “as ferramentas para desenvolverem os seus projectos empresariais”.

 

Aldo Aveiro